RELAÇÃO DE CARGOS IMOBILIZA ALIADOS
Já está nas mãos da governadora Wilma de Faria a relação de todos os cargos comissionados do PR e seus agregados. Somados, totalizam quase um terço do contingente da gestão Wilma de Faria. Alguém topa abrir mão destes cargos, em nome de uma futura promessa de governo? Sinceramente, creio que ninguém...
VÃO OS ANÉIS, MAS FICAM OS DEDINHOS
No adágio popular diz-se: Vão os anéis, fiquem os dedos. Escutando a voz da "barriga" que nestes tempos de crise fala muito mais alto que o "coração", a mão se contrai e fecha. Nem vão anéis, muito menos dedos. Política pura.
ALIADOS AQUARTELADOS POR ONDE?
Caso viessem romper com a governadora Wilma de Faria, onde o deputados João Maia, e tantos outros aquartelariam seus exércitos? Na prefeitura de Natal e Mossoró? A "quenga" é pequena. Não dá para alimentar tantos "periquitos". Como disse acima, a relação de cargos comissionados imobiliza qualquer rebeldia.
IBERÊ PRESO SEM SABER O QUE SERÁ FEITO
Continua ainda muito preso o vice-governador Iberê Ferreira de Souza. Tem que começar a "vasculhar" o Oeste, liderança por liderança. Mas, tempo ele tem suficiente. Ainda não assumiu o governo. Na cadeira, existirá o expediente, e agendas administrativas, que lhes impede de fazer o corpo a corpo político.
JOSÉ AGRIPINO QUER MESMO É SER VICE
Só existe uma posição política que interessaria ao senador José Agripino. Sua indicação oficial e sem retorno, para vice de José Serra. Compatibilizaria com os interesses de seus amigos da Avenida Paulista. Temendo os revezes da campanha passada, quando foi trocado por José Jorge, prefere manter em "banho-maria" toda esta "onda" da senadora-milongueira Rosalba Rosado. De carona, segue seus passos. Mas, nada de indicá-la, ou lançá-la oficialmente.
PR E PMN CONTARIA COM APOIO DO DEM
Se o PR (João Maia) e o PMN (Robinson Farias) indicassem hoje uma chapa, o senador Agripino imediatamente a apoiaria. Saberia que a senadora-milongueira Rosalba Rosado não tinha para onde ir e assim ficaria quieta e mobilizaria seus votos em favor de quem ele determinasse.
COMODIDADE E GRANDE PARA AGRIPINO
Ele garantiria sua reeleição antecipada, e deixava a briga de 2014 por conta de quem viesse. Afinal só pensaria em campanha, se ainda lhes apetecesse, em 2018, quando se expiaria seu mandato de oito anos. Uma beleza.
PRÉ-CONVENÇÃO É UM BOM CAMINHO I
Seria a alternativa correta a ser adotada pela governadora Wilma de Faria. Uma pré-convenção, unindo no momento apenas as legendas, com ata registrada na Justiça Eleitoral.
PRÉ-CONVENÇÃO É UM BOM CAMINHO II
A convenção para escolha do candidato a governador seria realizada somente em junho de 2010. Mas, atrelados ao compromisso, estariam todos os partidos de sua base aliada.
PRÉ-CONVENÇÃO É UM BOM CAMINHO III
Esta alternativa de pré-convenção afastaria o surgimento de "fatos novos". Quem lhes garante que todos os seus seguidores permanecerão fiéis até junho? O exemplo do deputado Henrique Alves já deve ter sido esquecido. Estava como candidato e na Segov. Abandonaram-lhes no altar, na hora do casamento.
PERSONAGENS PRATICAMENTE OS MESMOS
Os personagens daquela época são praticamente os mesmos de hoje. Alguns trocaram apenas de legenda. Mas, por outro lado não perderam o desejo de permanecerem no Poder, seja lá com quem estiver com a “caneta”.
FERNANDO FREIRE DEVE SER LEMBRADO
Com a saída de Henrique Eduardo Alves, lançaram Fernando Freire. Começou com magros 3% das intenções de voto. Tirou do segundo turno, o então senador Fernando Bezerra, que tinha deixado o Ministério da Integração Nacional para ser candidato. Só não venceu, porque o "combustível" que seu antecessor deixou, deu apenas para metade da corrida. Somente isso.
JARBAS SE ARTICULA COM O VELHO MDB
Sabe também o senador do Rio Grande do Norte e líder do DEM, o trabalho que vem sendo desenvolvido com força por seu colega do PMDB Jarbas Vasconcelos. Dissidente do trio, Sarney, Renan e Collor, Jarbas garimpa votos na premissa do candidato ainda ser Aécio Neves, e ele levar a ala ao antigo MDB autêntico.
SUBESTIMANDO A CAPACIDADE DE AGRIPINO
O senador Garibaldi Alves, sonhando com a transferência daquilo que é apenas promessa, os votos da senadora-milongueira Rosalba, está subestimando a inteligência do senador José Agripino. Dubiedade de posição fortalece o senador do DEM. Terminará acontecendo algo semelhante a Garibaldi Alves Filho e Geraldo Melo contra José Agripino no pleito de 2002.
GERALDO TAMBÉM DEVE SER LEMBRADO
Refrescando a memória do benévolo leitor e da gentil leitora, Geraldo Melo em 2002 era o Líder do PSDB no Senado, cujo presidente era do seu partido, Fernando Henrique Cardoso. Melo vivia o seu melhor momento político. Ao seu lado, para puxar votos, o ex-governador Garibaldi Alves, que deixara a cadeira ainda quente. José Agripino era apenas um aliado em fim de mandato de FHC. Derrotou Geraldo.